Meu histórico

Comecei a trabalhar com design gráfico em 1995, fazia pequenos projetos para conhecidos e microempresas onde, em parceria com amigos, a gente vendia serviços gráficos para muitas lojas do centro do Rio de Janeiro.
A partir de 1997, logo após o nascimento da internet no Brasil, percebi o quanto seria interessante experimentar e tentar decifrar o trabalho de design neste meio que parecia tão semelhante ao digital de desktop. Era excitante imaginar que um trabalho meu, colocado na web, seria de alcance mundial, uma diferença marcante para quem estava acostumado a fazer produtos de alcance bastante limitado.
A minha primeira experiência no campo de sites institucionais se deu em 1998, quando fui contratado para criar e manter um site que tinha como finalidade vender softwares (GED) para bibliotecários e gestores públicos. Foi muito interessante ver como os bibliotecários trabalhavam na indexação e catalogação das informações que seguiam as normas dos Thesauros do Senado Federal, ao mesmo tempo, trabalhei em conjunto com a equipe de desenvolvimento (software ) e observei como era importante o cuidado com a interface, com a recuperação das informações por parte dos usuários e com o fluxo de tarefas e atividades envolvidos na criação de um programa.
Em 1999 comecei a trabalhar numa consultoria de negócios focada em web. Era o período “pré-bolha”, tudo era muito novo, na mídia pipocavam celebridades que ficavam ricas da noite pro dia com idéias originais pra época. Acompanhei a “corrida pelo ouro”. Empresários procuravam parcerias para multiplicarem seu capital com base na ansiedade que se espalhava de que era fácil ganhar muito e rápido com “idéias geniais e originais”.
Desde esta época me incomodava o fato do usuário, quem de fato visita e precisa do site, não ser o foco principal do projeto, havia um ranço das agências e produtoras de sites herdado dos meios tradicionais onde a relação com o consumidor é sempre de forma unidirecional.
Nunca entendi o porquê dos sites de jornais não darem espaço para comentários nas matérias, carregavam eles o medo de colocarem seus conteúdos em xeque, coisa que anos mais tarde foi um sucesso nos blogs e nas comunidades virtuais.
No final do ano de 2000, em dezembro, fui contratado para trabalhar numa empresa que desenvolvia seu próprio CMS, uma novidade pra mim, pois desde então só conhecera sistemas personalizados para publicação de conteúdo. Nesta empresa aprendi conceitos novos, que eram estranhos tanto para mim como também para o mercado em geral. Termos como ‘gestão de conteúdo’, ‘gestão de conhecimento’, ‘gerenciador de conteúdo’, ‘Publicador’ entre outros, abriram uma perspectiva de unir o conhecimento que eu já tinha de indexação, taxonomia e publicação em algo maior, focado em soluções de médio e grande porte, onde haveria a chance de, enfim, trabalhar com uma solução que atendesse de forma mais personalizada os usuários finais, assim como os grupos colaborativos que alimentavam o site/intranet.
Desde então, passados 6 anos da entrada nesta última empresa, eu tive a oportunidade de participar de muitos projetos de intranet (BNDES, V&M do Brasil, CENPES etc) assim como sites como o atual do BNDES, sempre com o cuidado máximo de não perder o foco nos usuários, usando das melhores técnicas de usabilidade, arquitetura de informação, acessibilidade e design centrado no usuário.
Em paralelo a estas atividades, sempre atuei ativamente como freelancer, inclusive com grande apoio em soluções Open Source, desde CMS, LMS, CRM até outros de aplicações bem específicas. Um trabalho de grande êxito foi a criação de intranets para o segmento hospitalar e sites para a área de educação. Atualmente meu trabalho está mais focado em arquitetura de informação, usabilidade e design de interação.
Download do PDF da palestra sobre Gestão de Conhecimento do CRIE/Coppe/UFRJ